"Jorge Amado foi, não só pra mim como toda a geração minha [...] uma espécie de instigador, um grande mestre. Eu acho que eu já disse isto aqui, numa cerimônia que houve, de homanagem ao Jorge Amado: nenhum escritor marcou tanto a literatura de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé como Jorge Amado."
"Por várias razões, umas literárias; quer dizer, as estórias, os personagens que ele criava podiam ser personagens da nossa vida cotidiana, da nossa rua; e por outro lado havia ali uma coisa africana muito presente, quer dizer, os sabores, a comida,a relação humana, que estava muito marcada, quer dizer, esta África que existe no Brasil nos era devolvida pela escrita do Jorge Amado."
"E também por outras razões que não são exatamente literárias, como o fato de que havia um regime que oprimia nossos paises, aos nossos povos, e aqui também; quer dizer, havia uma condição paralela em que o Jorge Amado nos chegava por uma via clandestina, subterrânea, e isso criava uma empatia muito especial."
"E também por outras razões que não são exatamente literárias, como o fato de que havia um regime que oprimia nossos paises, aos nossos povos, e aqui também; quer dizer, havia uma condição paralela em que o Jorge Amado nos chegava por uma via clandestina, subterrânea, e isso criava uma empatia muito especial."
Minha fonte foi um vídeo da Nova Escola (ne.org.br), mas quem quiser ler o discurso que ele fez em São Paulo em 25 de Março de 2008, em homenagem ao Jorge Amado, tem aqui http://migre.me/5yw3d.
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